Descendente de cabo-verdianos e formado no curso Artes e Ofícios do Espetáculo (Chapitô), este músico e compositor é um dos pioneiros do Hip Hop crioulo em Portugal, tendo fundado em 1994 o grupo Nigga Poison e em 2001 a editora Kreduson Produson.  Download Press Release.  Clica e fica a par das notícias atuais.

Foi há quase um ano que Karlon e Razat meteram o rap português em sentido. “Fotocópia” foi o single de apresentação de Tardigrado, uma faixa que apelou ao bom senso musical numa altura em que a industria se vê rodeada de clones. “O tema foi feito mais numa de gozo, para a malta não ter que seguir só as tendências”, explica o rapper ao ReB. Tendências essas que nada têm a ver com o já gasto debate do boom bap versus trap. Tardigrado serve como prova de que os vários subgéneros da cultura urbana podem combinar na perfeição, bastando dois dedos de testa e a tal impressão de originalidade na abordagem a cada tema. “Eu gosto de trap”, garante Karlon, que relembrou ainda já ter recorrido ao estilo na mixtape Paranoia e que, em 2004, adivinhava o futuro som que viria a popularizar-se em Atlanta.

“Nós pensámos no Tardigrado porque é uma espécie imortal”, explica o rapper sobre o título escolhido para o novo disco. “Passámos horas a falar e tivemos alguns encontros. De um modo natural, fomos desenvolvendo este trabalho, que vai marcar-nos para o resto da vida.”

Razat fala-nos do modo intuitivo como a criatividade fluiu entre ambos: “Eu fui produzindo beats e fui enviando ao Karlon. Ele escreveu logo para os que curtiu. Foi muito fast, na verdade. Eu mandava-lhe três beats e ele aparecia no dia seguinte com duas letras.”

O produtor, fundador da Crate Records, volta a vestir a bata e assume-se como um verdadeiro doutor na arte das batidas. Tardigrado não conhece barreiras e serve de palco para as mais variadas influências que pairam dentro do universo musical de Razat. Depois de produzir grande parte d’O Conto para L-ALI, assume, pela primeira vez, todos os instrumentais num disco a meias com um MC.

Karlon submeteu-se ao tratamento digital e reinventou-se (novamente) para surgir mais fresco do que nunca sob a batuta do seu novo parceiro. Os artistas já tinham colaborado em “Xinti Fly” e “Mundu Manipuladu”, temas que fizeram parte do alinhamento de Tinha K Ser, o primeiro de três álbuns a que Karlon prometeu lançar este ano. Tardigrado é o segundo dessa ambiciosa lista de tarefas. Texto by Gonçalo Oliveira (Rimas e Batidas)

 A capa do LP remete-nos para um lugar destruído, um cenário apocalíptico. Karlon fala de uma “resistência de pessoas que gostam de falar da realidade”, que gostam de falar de “coisas que muita gente não quer ouvir”. Resumindo assim o que vamos poder ouvir neste álbum que está a desenvolver há cerca de um ano e meio e para o qual chamou pessoas com quem se identifica e com quem teve “uma ligação simples, sem burocracias”. “No fundo é malta boa e acho que somos todos resistência à procura de uma verdade, mas também resistência de um grupo de pessoas que gostam de estar sempre a fazer coisas novas e estar em criatividade”, esclarece o rapper. Olhando para as faixas, que serão pelo menos 13 a contar pelo número de produtores, mas levanta o véu sobre algumas das temáticas. Desde os problemas mundiais, às músicas de amor, há também a descrição da vida nos bairros da zona de Oeiras. Este último tema aparece nas rimas que partilha com Neuro MC num beat de DatBoy Rm. No instrumental de Sam The Kid escreveu “sobre hip hop” e o facto de sentir que à sua volta tem havido muita “música plástica”. “Há muita gente que começa a fazer hip hop e que não tem um pouco de conhecimento mais profundo sobre a cultura”, observa Karlon. A música vai chamar-se “Hoje é o dia”. Stereossauro faz a cama musical de uma música mais “dark” sobre Pedreira dos Húngaros, local onde cresceu Karlon. O rapper diz que é como “o lado oposto” da música “Mais um dia de sol” do álbum Nha Momentu, lançado em 2012. Aliás, este Tinha k Ser, mesmo em termos de sonoridade, “como se fosse o terceiro capítulo depois de Nha Momentu Meskalina“. Texto: Alexandra Matos(Rimas e Batidas).

A ideia deste álbum surgiu após ter sido desafiado pelo Pedro Coquenão a participar no EP “Mamã Africana”.

“O Pedro mostrou-me discos que tinham a mesma linguagem, como Marcelo D2 ou Conjunto Ngonguenha. Fiquei com vontade de explorar este conceito. O álbum foi feito através de várias pesquisas sobre as histórias de Cabo Verde e conversas íntimas que fui tendo ao longo do tempo com pessoas da geração dos meus pais.”

O disco junta o Hip Hop à música tradicional de Cabo Verde, viajando da morna, com “Foi Sodade” inspirado no tema “Sodade” de Cesária Évora e Bonga, até ao funaná com “Nha Cultura”, inspirado no tema “Pó di terra” de João Cirilo.

“Passaporti” inclui participações de Chullage, Maria Tavares, Valete, Carlos Martins no Saxofone, Bdjoy na congas, Scratch a cargo do DJ X-Acto, Ary César na Guitarra e Ary de Blasted Mechanism nos sintetizadores. A produção de todas as faixas ficou a cargo do Charlie Beats, com exceção do tema “Nha rosa” produzido por Igor Santos.

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Mescalina é um alucinogênio forte extraído do cacto peiote que se desenvolve nas zonas desérticas do norte do México. Antes de os espanhóis chegaram à América, era considerada uma planta sagrada usada pelas tribos nos seus rituais.

A ideia de intitular este novo trabalho de “Meskalina” surgiu através de relatos que Karlon ouvia de pessoas que consumiam este alucinógeno e afirmavam ter um sentimento de introspeção. Diziam que sentiam um aumento da percepção espiritual, experiências esotéricas profundas.

Nos temas deste álbum inclui-se a sua visão de existência como ser humano, o acreditar num projeto, a religião, a consequência do rap violento, a força das mulheres, o uso do Hip Hop como arma de conhecimento ou a disciplina do compromisso

Conta com a participação dos rappers SP Deville, Gino (Factos Reais), Xama, Audio, Nigga F, Dynamite e Sr Mário. Instrumentais a cargo de 7th Wonder, GhostKiller, DatBoyRm, SP Deville, Zé Meta, Charlie Prod e NeuroBeats.  

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Mixtape “Paranóia”

Sentindo a necessidade de fazer uma ponte entre gerações, Karlon apostou numa mixtape repleta de participações da nova geração do rap crioulo/português. Adotando o conceito das origens do Hip Hop, a mistura e os scratchs ficaram a cargo do DJ X- Acto. Feat: Nigga F, Xama, Vinyl, Kosmiko, Cientista, Nigga S, Xeg, Mini God, Dynamite, Baby Dog, Vado, GhostKiller.

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Com a sua editora independente Kreduson Produson, Karlon lançou em 2012 o seu primeiro trabalho a solo intitulado “Nha Momentu”, em 2013 a mixtape “Paranóia”, em 2015 o álbum “Meskalina” e, em 2016, “Passaporti”.

A vivência no Bairro Pedreira dos Húngaros foi determinante para a realização deste trabalho. Este é um álbum de cariz muito pessoal através do qual Karlon procura partilhar histórias verídicas, analisar momentos vividos no seu dia a dia, com especial destaque para o retrato das experiências de jovens com dificuldades de integração na sociedade portuguesa nas vertentes cultural, social e económica.

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EP-MixTape -MixFake.

Novidades de 2017 o artista lança 2 Ep´s mais uma vez Karlon mostra-nos que está sempre em atividade.EP-MixFake conta com um Hip Hop mais”Cru” contando com introdução do artista brasileiro “Criolo” numa conversa humilde passando seu conhecimento ao mundo, o tema “Akredita conta com o Single Vídeo.Ep -Zion Karlon dá-nos um registo no mundo do Reggae tendo como influência na sua juventudo de artistas como Linton Kwesy Johnson, Michael Rose, D The Congos entre muitos.  EP-MixFake Clica e faz FreeDownLoad         EP-Zion Clica e faz FreeDownLoad

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